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Entrevistas 26 set 2014

Entrevista com Eric Novello no blog Cafeína Literária

Cristine Tellier, no Cafeína Literária

Depois de ler a resenha de Exorcismos, amores e uma dose de blues, que tal conhecer um pouco mais sobre o autor? Eric Novello topou responder a algumas perguntas e matar nossa curiosidade sobre algumas coisas.

(foto: http://ericnovello.com.br/)

(foto: http://ericnovello.com.br/)

Eric Novello já trabalhou em bancadas de laboratórios, drogarias e instalações industriais. Estreou na literatura em 2004 com um romance ambientado na Roma de Júlio Cesar, e publicou projetos diversos desde então.

Multitarefas, é tradutor técnico e literário. Presta serviços ocasionais de leitura crítica e copidesque, tendo trabalhado com vários autores da nova geração.
(saiba mais no blog do autor)

Cafeína: Como vc “se descobriu” escritor?
Eric Novello:
Mesmo comemorando 10 anos do lançamento do meu primeiro livro agora em 2014, ainda estou no processo de me descobrir como escritor. Só de 2010 para cá entendi o que de fato queria da minha literatura, qual seria o meu projeto como autor e os terrenos criativos que pretendia explorar. Mas se formos pensar no primeiro impulso, no momento em que a pulga começou a morder a orelha, diria que me descobri escritor por conta da insatisfação. Comecei a implicar com o final de todos os livros que lia, com as resoluções dos filmes que via, e acabei entendendo que, na verdade, tudo não passava de vontade de interferir naquelas histórias. O bom e velho “em vez de reclamar, vá lá e faça”.
O passo seguinte foi ver se eu realmente teria disciplina para isso.

Cafeína: Há dez anos, ao publicar seu primeiro livro, como você se imaginava no futuro? Ou ainda, passava pela sua cabeça a possibilidade de, dez anos depois, ter uma experiência tão graticante quanto a de estar numa bienal lançando um livro e recebendo o carinho dos fãs?
Eric Novello:
Dez anos atrás tudo que eu queria era descobrir se seria capaz de começar e terminar um livro. Eu realmente não sabia que escrever um romance era tão complicado, não tinha as ferramentas que tenho hoje como autor, não tinha a estrutura de uma grande editora por trás, e o mercado era completamente diferente, engessado, diria até que avesso à literatura de gênero. Então ficava difícil prever tudo isso que vem acontecendo. E nem falo de bola de cristal ou projetos utópicos adolescentes. Me refiro a previsões embasadas, porque é claro que sempre queremos o melhor para nós mesmos.

Agora, conforme os anos foram passando, ficou mais fácil enxergar as placas de sinalização gritando “seja persistente e siga por aqui!”, todas apontando para o mesmo caminho. Meu compromisso com a literatura e com o processo criativo é muito grande. É onde eu me encontro como pessoa e como profissional. Não existe Eric sem isso. Então foi só investir no que importa de verdade, que é escrever, e confiar que o restante chegaria.

A experiência da Bienal foi fantástica e, como todo ponto de chegada, tenho certeza que se transformará em um novo ponto de partida para as próximas conquistas.

Cafeína: De onde veio a ideia para Exorcismos, amores e uma dose de blues?
Eric Novello:
“Exorcismos” foi uma convergência de múltiplas influências e acontecimentos.
Sempre gostei da possibilidade de trazer elementos de fantasia para a vida contemporânea. Tirá-la dos reinos mágicos e jogá-la no meio da cidade, mesclada a problemas comuns como ntolerância, violência, desemprego. Ficava me perguntando quais seriam as consequências para o mercado de trabalho se um lobisomem pudesse se assumir como tal. Afinal, o cara seria mais forte do que eu, mais ágil do que eu. Em uma guerra, daria um soldado diferente. Como ladrão ou policial, teria suas vantagens sobre uma pessoa comum. Então criei, ainda muito novo, um começo de história passado no Rio de Janeiro que brincava com essa ambientação. Um texto descompromissado que nunca foi pra frente. Anos depois, descobri que esse era um filão bem explorado da fantasia, com vários autores de sucesso lá fora, passei a ler 90% deles, e me tornei um leitor feliz. Para quem havia passado a adolescência lendo Hellblazer e Sandman, encontrar livros aparentados foi como descobrir um novo sabor favorito de sorvete.

Essa história ficou ecoando na minha cabeça e acabou gerando novos personagens. Criei 70 páginas com eles, mas percebi que a história que eu queria contar começava um pouco antes. Pra ser sincero, muito antes! E resolvi ir atrás dela.
Enquanto fazia essa seleção de ideias, comecei a pensar em um título. Eu estava numa crise de “que droga, não sei como chamar o próximo livro, preciso de um título legal” E acabei criando esse nome “Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues”. O passo seguinte foi descobrir o que eu queria desses elementos e se eles cabiam na história que eu estava buscando.
Pesquisar canções clássicas e contemporâneas de blues foi uma inspiração e tanto, não preciso nem dizer, e ajudaram a compor o protagonista do livro, que é o Tiago Boanerges.

Para fechar o ciclo, só faltava fazer uma detox de todos os livros similares que havia lido nos últimos anos. Me afastar de tudo que pudesse me colocar no caminho mais fácil, que pudesse me aproximar do pastiche que a fantasia urbana se tornou. Criar um universo de fantasia com ambientação contemporânea que carregasse 100% da minha identidade como autor levou perto de 5 anos. Pelos primeiros comentários, acho que valeu a pena.

Cafeína: Além do blues, presente por todo o livro, que outras inspirações te “alimentaram” durante a escrita?
Eric Novello:
Se formos nos ater ao período de escrita, teve um desafio autoimposto que foi buscar inspiração em imagens. Pesquisar fotos, arte, cenas estáticas de filmes, ilustrações, e extrair algo dali. Foi difícil para caramba, porque a relação imagem-palavra é mais complexa do que parece. A descrição de uma fotografia nunca é tão boa quanto a fotografia em si. E o mesmo acontece no sentido inverso, se mudarmos a referência de origem.

Essa fruição que eu já conseguia com a literatura, com a música e com o cinema, inexistia na minha relação com as imagens e eu quis quebrar isso enquanto escrevia Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues, o que me levou a criar um tumblr: http://ericnovello.tumblr.com/

O resultado disso só entenderei com o tempo.

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Cafeína: A capa do livro foi uma referência proposital ao Neon Azul ou apenas uma feliz coincidência?
Eric Novello:
Foi uma feliz coincidência! Por incrível que pareça, o capista teve a ideia sem conhecer meus trabalhos anteriores.

Cheguei a mandar algumas sugestões para a capa, mas em nenhum momento falei de emularmos o neon dos letreiros.
O que tem ali são diversas brincadeiras com o conteúdo do livro. Easter eggs para o leitor.

Cafeína: Qual sua rotina de escritor? Tem algum “ritual” ou mania?
Eric Novello:
Ainda estou na fase de ressaca pós término do livro e Bienal. Por isso a rotina anda inexistente. Mas tudo que eu preciso é saber que terei paz para escrever durante um período longo, entre 4 e 5 horas. Nisso concordo com o George RR Martin. Não sou muito de aproveitar espaços pingados. Intervalos de meia hora não servem para o modo labiríntico como a minha cabeça funciona. Prefiro escrever uma vez por semana por um tempo longo do que escrever todo dia. Isso vale inclusive para a revisão.

Tem autor que escreve em caderno, no ônibus, no caminho para a casa. Eu não consigo. Não posso ter telefone tocando, gente me chamando, barulho de aspirador de pó. O único liberado para atrapalhar minha concentração aqui no escritório é o Odin, meu maine coon.

Sobre as manias, não sou muito delas. Às vezes preciso de música e às vezes de silêncio para encontrar o tom certo de uma cena. Às vezes preciso sair para andar ou ir à varanda conversar comigo mesmo. Mas são apenas maneiras de organizar os pensamentos.

Cafeína: Pode descrever brevemente seu processo criativo? Faz fichas dos personagens, diagrama uma timeline da estória, usa algum software para auxiliar na estruturação da história?
Quais autores você considera como influência ou referência importantes no seu texto?
Eric Novello:
Elvira Vigna foi uma pessoa que me ensinou a enxergar a importância das minúcias, a entender que a posição de uma vírgula muda a relação do leitor com o texto, que a ordem das palavras afeta a experiência de leitura. Em termos instrumentais, ler a Elvira é um aprendizado muito grande.

Eu sempre cito também o JG Ballard, principalmente o Crash, porque foi o livro que me ensinou que o sexo e a sexualidade podiam ser trabalhados em diferentes camadas em uma história. E t em o Philip K. Dick, que admiro de monte por ser um gênio na contestação da realidade.

Dava para incluir um bocado de gente aí. Eu sou o tipo de leitor que forma vínculos fortes com alguns livros. Mais do que os autores, são os livros que são importantes. Minha obsessão por Alice no País das Maravilhas que o diga.

Cafeína: EADB acaba de ser lançado. Já tem algum outro projeto em mente? Se sim, pode contar um pouco a respeito?
Eric Novello:
Ando numa fase criativa e tanto. Mas, como diria a River Song, nada de spoilers!
O que posso garantir é mais um livro no universo de Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues para o futuro próximo.

Cafeína: Se você estivesse abandonado numa ilha deserta, sem perspectiva de resgate, diga cinco livros que você gostaria de ter consigo.
Eric Novello:
Acho que essa foi a pergunta mais fácil de todas!
Por Escrito, da Elvira Vigna
Ubik, do Philip K. Dick
Crash, do JG Ballard
Alice no País das Maravilhas, do Lewis Carroll
Manual de Sobrevivência numa Ilha Deserta, preciso pesquisar o autor.

Contatos:
Blog/Site: Eric Novello
Tumblr: Estranho Mundo de Eric
Facebook: eric.novello
Twitter: @eric_novello
Instagram: @eric_novello
Spotify: Eric Novello
Google+: Eric Novello

Resenhas 25 set 2014

Garota Pai D’égua: “As princesas de ‘A Escola do Bem e do Mal’ protagonizam algumas cenas hilárias”

1Bianne Souza, no Garota Pai D’égua

Já imaginou se você morasse em um povoado onde a cada quatro anos sumissem dois adolescentes, que segundo a lenda estão destinados a ir um para a Escola do Bem e outro para a Escola do Mal, e a se tornarem um herói e um vilão dos contos de fadas? E você acreditasse na lenda e tive se preparado a vida toda para ir para a Escola do Bem porém acabasse na Escola do Mal?

É o que acontece com Sophie. Seu sonho é se tornar uma princesa, e para isso se veste de rosa, cuida muito da beleza e da saúde, com direito a máscara de argila, pepino nos olhos, hidratante para os pés e etc. Já sua amiga Agatha só se veste de preto, tem um mau humor dos diabos, e não acredita nem um pouco na lenda. Porém ambas são levadas do povoado para a Escola do Bem e do Mal. E aí você imagina que a Sophie vai para a escola do bem ser uma grande princesa enquanto a Agatha estudará para ser uma grande vilã, certo? NA-NA-NI-NA-NÃO! Sophie vai para a Escola do Mal enquanto Agatha vai para a Escola do Bem, e aí as coisas começam a ficar sérias.

A princípio parece uma historinha para crianças, não é? O grande objetivo do autor foi jogar com o modo como a aparência engana. Tudo começa pelas meninas, que sempre foram criadas de um jeito que não conseguiam enxergar nada de bom (no caso da Agatha), ou de mal (no caso da Sophie) em si mesmas, pois sempre foram tratadas de acordo com o que aparentavam ser.

Agatha foi a que mais me impressionou, pois seus pensamentos são sempre voltados para sua amiga, mas isso para ela não é um sinal de bondade. Os colegas delas as tratam com preconceito. Como pode existir uma bruxa que se veste de rosa e uma princesa que se veste de preto? É muito interessante. Imaginem duas jovens moças aprendendo sobre si mesmas de uma maneira bem drástica, descobrindo que pode haver bondade em uma pessoa má assim como pode haver maldade em uma pessoa boa. É um retrato da natureza humana em forma de contos de fadas! É muito, muito legal!

Minha única reclamação é em relação ao desenrolar da trama. Em alguns momentos eu achei o livro maçante, isso porque, ao colocar como pano de fundo uma escola, o autor teve que trabalhar esse cenário, retratando as aulas para as duas meninas, os bailes, as competições, etc. Claro que durante tudo isso ele foi amadurecendo as personagens, desenvolvendo suas personalidades e nos fazendo conhecê-las melhor, mas mesmo assim eu acho que ele poderia ter encurtado mais a história.

Ele construiu uma trama que explora os estereótipos de príncipes, princesas, bruxos e bruxas, como o fato as princesas só terem aulas de embelezamento, como falar com animais e outras coisas toscas, enquanto só os homens podem aprender a lutar.

Mas o livro também tem muitos outros momentos legais, que quebram um pouco a aura de lição de moral. Momentos engraçados, toscos, irônicos. As princesas protagonizam algumas cenas hilárias outras que te fazem revirar os olhos de uma maneira boa. E elas são jovens, e agem como jovens rsrs. Eu gostei muito do livro, muito mesmo! O autor foi bem-sucedido em criar um conto de fadas sobre os contos de fadas, e tudo que existe por trás, com todo o ar de magia, a maldade espreitando das sombras, o mistério sobre quem é o diretor da escola, a profecia sobre as meninas… Só fiquei assustada quando soube que é o primeiro livro de uma trilogia, mas para quem já acompanha tantas outras trilogias e séries, o que é mais uma, principalmente uma tão promissora?

Resenhas 25 set 2014

Doce Literário: “Recomendo muito ‘A extraordinária garota chamada Estrela'”

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Amanda, no Doce Literário

OOii Pessoal!! Quando recebi o e-mail da Editora Gutenberg fiquei na maior dúvida de escolher os livros da parceria, A Extraordinária garota chamada Estrela foi minha escolhida porque já estava na minha lista

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A História é narrada e contada por Leo Borlock, um garoto estudante qualquer, surge no nada uma nova aluna na escola de Léo, ela se chama Estrela (deve vários nomes antes), ela é diferente que os outros, todo dia na hora do recreio ela ficava sozinha, mas era feliz, acompanhava com seu próprio ukelele todos os dias e até tinha um rato de estimação. Estrela sabia o nome de todo mundo, a data de aniversário que também cantava musicas para os aniversariantes na escola, todo mundo viu que ela era diferente e estranha. Na escola sempre tem jogos, todo mundo vai ao jogo só para ver o que a Estrela aprontava se ia fazer alguma coisa maluquice no campo, ser a líder de torcida, isso era tão estranho para Léo que queria descobrir de onde ela veio e porque se comporta naquele jeito.

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Estrela era feliz, não se importava com as opiniões dos outros sobre ela, conseguia irritar todo mundo com seu jeito. Quando deixava de ser Estrela e voltar a usar seu nome antigo ela muda também, o seu jeito de boba, como uma garota normal. Depois de Léo observar bastante Estrela, ela começa aproximar dele, mas tudo começa a mudar e também com decisões, descobrir se ela é realmente real, vai se apaixonar e descobrir as atitudes de Estrela.

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“Quando uma Estrela chora, ela não derrama lágrimas, mas sim Luz”

“Ela me ensinou a me divertir. Ensinou-me a refletir. Ensinou-me a rir. Meu senso de humor sempre havia sido suficiente para todo mundo; mas, por ser tímido e introvertido, eu o mostrava com moderação: eu era sorridente. Na presença dela, eu joguei a cabeça para trás e ri alto pela primeira vez na vida.” Pág 114.

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E vocês já leram? Eu recomendo muito viu <3

Resenhas 25 set 2014

Ovelha Negra: “‘Marcados’ tem cenas impactantes e um ritmo contagiante”

1Liliana Lacerda, no Ovelha Negra

Marcados é o primeiro volume da trilogia distópica de mesmo nome, que conta a história da vida de Gaia, uma adolescente de 16 anos que vive do lado de fora do Enclave. A família Stone é composta por ela, os pais e dois irmãos que foram doados para o Enclave quando bebês. Apesar de não conhecerem eles, a família miserável continua acendendo duas velas toda noite em homenagem.

O mundo foi devastado por uma mudança climática profunda e uma muralha divide este mundo árido do Enclave, um lugar bonito e rico, onde somente pessoas saudáveis e perfeitas vivem alegremente, alheias à pobreza do mundo que as cerca.

A população do Enclave depende dos seus pobres vizinhos para crescer. Todo mês, os três primeiros bebês nascidos são entregues pelas parteiras às enfermeiras do Berçário. A mãe de Gaia é parteira e a filha tem o dom e gostaria de seguir os mesmos passos da mãe. A única coisa que a difere das outras meninas de sua idade (e que a impediu de ser mandada para o Enclave) é uma terrível queimadura que sofreu quando criança, que destruiu metade de seu rosto.

Até aqui, Marcados não é muito diferente de várias trilogias do gênero que encontramos nas prateleiras. No entanto, como sou uma fã, decidi ler mesmo assim. Foi uma das melhores coisas que fiz, pois Caragh conseguiu me surpreender com uma mistura de personagens carismáticos e reflexivos, cenas impactantes e um ritmo contagiante. Chegar ao final deste volume foi uma das coisas mais tristes e difíceis do ano.

Primeira diferença: o povo do Enclave é formado pelos bebês adotados de fora da muralha, então aquelas pessoas bonitas ricas e perfeitas, na verdade, não deixam de fazer parte do mundo doente e devastado.

Segunda diferença: depois de um tempo, o leitor não sabe definir exatamente aonde gostaria de viver, de que nicho gostaria de fazer parte. Viver no Enclave é ser incapaz de viver do lado de fora, de conhecer a verdade e com a terrível chance de se apaixonar por seu irmão. Afinal, se todos vêm de fora da muralha e são criados como pessoas totalmente distintas, os laços familiares que podem existir deixam de fazer sentido e muitos familiares acabam se casando, tendo filhos… Os estudantes de biologia confirmarão o resultado disso: doenças genéticas. No entanto, viver fora da muralha é arriscar a passar fome, a não fazer diferença no mundo, ter seus filhos doados para o Enclave… Uma porção de coisas desagradáveis.

Em relação ao aspecto que apontei na segunda diferença, percebi que isso se aplica perfeitamente à nossa realidade. É o que faz parte do ditado “a grama do vizinho é mais verde”. Independente do lado que escolher, o indivíduo se submete ao lado positivo e negativo de sua escolha.

Terceira diferença: não fica claro imediatamente quem são os ‘mocinhos’ e quem são os ‘vilões’. Essas definições não se aplicam exatamente ao enredo, mas vamos utilizá-las como se os ‘mocinhos’ fossem as pessoas que tomam decisões justas e humanas, enquanto os ‘vilões’ são aqueles que tem um propósito para atingir e estão preocupados somente com os resultados. O mistério e a desconfiança trazem um clima muito gostoso à obra e à narrativa.

Quarta diferença: a aparência de Gaia é totalmente comum, a não ser sua cicatriz. Ela não segue os padrões fixos de beleza e suas características chamativas são oriundas de sua personalidade. Esperamos beleza e perfeição de dentro da muralha, mas fora da muralha, o que mais chama a atenção é a determinação e a esperança dos moradores.

Quando terminei a leitura, mandei um e-mail para a editora elogiando o trabalho, a escolha e, principalmente, com o maior dos objetivos: saber quando sai o segundo volume. Esperando ansiosamente saber o desfecho desta história, recomendo, sem dúvida, este livro intenso!

Resenhas 25 set 2014

Read Like Us: “A história de ‘Então, conheci minha irmã’ é muito agradável e emocionante!”

1Giselle, no Read Like Us

Pessoal, terminei de ler esse livro ontem!! Sei que disse que a próxima resenha ia ser sobre a saga “heróis do olimpo”, mas essa pode esperar. Gostei muito do livro, Espero que gostem!!

A história gira em torno de Summer, que passou a vida inteira sendo comparada à sua irmã, Shannon, que morreu meses antes de sua mãe engravidar novamente. Bem, Summer sofre bastante com as comparações, até porque Shannon não parece nem ser um ser humano direito de tão perfeita que era a imagem guardada por seus familiares. Ela nunca ouviu sobre nenhum defeito dela, ou nada de errado que tivesse feito.

Ao fazer 17 anos, idade em que sua irmã morreu, Summer ganha de sua tia o diário que Shannon escreveu por alguns meses antes de sua morte. Aquilo para ela foi um baque, ela ficou muuuita indecisa sobre ler ou não o diário, porque por mais que Summer tenha passado a vida inteira ouvindo críticas e decepções sobre ela não ser nada parecida com a irmã, queria muito saber se Shannon era mesmo apenas um ser superficial, se ela era realmente aquilo tudo que todos diziam.

Summer não sabia se ficava orgulhosa ou infeliz ao ler o diário. Por um lado ela descobriu que sua irmã tinha defeitos, muitos defeitos, por outro lado os defeitos mostraram que ela era um pessoa real com problemas e com histórias tristes e felizes. No fim, preferiu ficar feliz por sua irmã ter partilhado seus últimos pensamentos com ela, por ter aprendido coisas sobre sua família que nem imaginava..

Enfim, eu não posso contar mais porque quero muito que vocês leiam sem muitos spoilers!! Aprendi muito lendo esse livro, é uma história muito agradável e emocionante! Boa leitura.

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