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Nossos Autores 25 out 2014

Everything But the Books: “Estou apaixonada pelo Ique Carvalho”

Jamille, no Everything But the Books

Estou apaixonada!

Apaixonada por alguém que eu não conheço, nunca vi, nunca troquei uma palavra, mas sei que existe, tive provas. Sua visão de mundo me conquistou…

Apaixonada pelas coisas que ele escreve.

Apaixonada pelo amor que ele tem pelo pai, que está doente.

Apaixonada pelas músicas que ele me indica a ouvir.

Apaixonada pelo modo como ele pensa sobre as mulheres.

Apaixonada pelo modo como ele enxerga a vida…

Não sei ao certo quando o descobri, mas já faz algum tempo. Foi numa dessas minhas ‘andanças’ pela internet. Lembro-me de ter visto uma amiga compartilhar o texto no Facebook dela, mas na hora não liguei, passei direto. Fui ler somente dois dias depois, quando alguém fez um comentário e ele voltou a aparecer na minha time line, a imagem me chamou atenção e eu pensei “por que não?”, cliquei e fui direcionada para o blog.

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Eu estava chateada por umas coisas que vinham acontecendo na minha vida, coisas que havia planejado e não tinham dado certo e quando li o texto, parecia que ele tinha escrito pra mim, parecia que ele sabia que eu estava triste. Imediatamente, corri e li mais um, mais um, mais um… Então me apaixonei.

Mandei pra Jésiam. Ela leu um, mais um e mais um…

Passamos o dia inteiro ‘conectadas’ ao blog dele, lendo textos atrás de textos, comentando, indicando uma para a outra, “leia esse”. E pronto, ela também estava apaixonada!

Fomos à caça! Quem seria esse cara tão foto, tão humano?

Jé descobriu. E olha que a fama de CSI é minha, hein? Rsrs

Ele é mineiro como eu, mas mora em Belo Horizonte. Aproximadamente 260 km nos separam. E mesmo à distância, as palavras dele parecem ser direcionadas a quem as lê, como se ele conhecesse cada pessoa.

Ele é completamente apaixonado por seu pai, que tem uma síndrome chamada Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP), é uma forma rara de uma doença neurodegenerativa, e alguns de seus textos expressa esse amor, esse carinho, esse cuidado em realizar os últimos sonhos do pai, pois ele sabe que não há cura.

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Quando passei a ‘conhecê-lo’ melhor, e descobri a verdadeira história, chorei, chorei, chorei… Então, me apaixonei mais um pouco.

Não conseguia dormir direito, perturbava a Jé todo dia, esperava ansiosa todas as terças-feiras pelos seus posts. Isso de fato mexeu comigo.

Toda semana era um aperto no coração, uma ansiedade para descobrir o que ele pensava e como isso me afetaria.

Até que surgiu a vontade de escrever para ele, não tive coragem. Jésiam sim, e escreveu uma mensagem linda (ela tem essa sensibilidade, como ele). Demorou, mas ele respondeu.

E eu mais uma vez me apaixonei.

Se eu não tivesse visto fotos, acompanhado as histórias dele, eu diria que esse cara não existe! Como um homem pode expressar seus sentimentos desse jeito? Como ele pode escrever textos tão lindos? E ter uma sensibilidade como essa? Não é a toa que ele tem mais de 116 mil curtidas em sua página no Facebook.

Ique, como é conhecido, está lançando seu primeiro livro, pela Editora Gutenberg, Faça amor não faça jogo, e fico feliz que seus textos estejam ganhado mais e mais leitores, tocando mais e mais corações, como tocou o meu.

Talvez você esteja se perguntando o porquê desse meio devaneio. Se você for até o blog dele e ler os textos que escreve, terá sua resposta.

E quem sabe não se apaixonará como eu me apaixonei… ;)

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Sinopse: Viver a plenitude do amor é o desejo senão de todas, ao menos da maioria das pessoas. Amar e ser amado incondicionalmente, contar com o apoio de alguém para as horas difíceis e para os momentos alegres, e saber que independentemente do que fazemos, alguém estará ao nosso lado simplesmente pelo que somos é o ideal de vida de muitos.
Viver esse amor na prática, no entanto, nem sempre é fácil. E é exatamente sobre felicidade, vida e amor que Ique Carvalho fala neste livro. O autor, que começou escrevendo em seu blog e já tocou o coração de milhares de pessoas que se envolveram e se emocionaram com suas palavras, descreve com perfeição o amor que muitos procuram e poucos realmente encontram. E ele fala do amor em todas as suas expressões: desde o romântico entre duas pessoas até o mais puro e verdadeiro dos laços familiares, que ele tem com seu pai e mentor.
Como as relações humanas são frágeis e complicadas, os relacionamentos tornam-se difíceis, o que nos faz buscar a felicidade nos lugares ou nas pessoas erradas. Mas o autor nos faz enxergar a vida de forma diferente. Faça amor, não faça jogo é um lembrete de que, no jogo do amor, não é necessário haver ganhadores ou perdedores. Basta olhar e aceitar novos paradigmas e acreditar no que diz seu coração. E vivenciar isso de verdade.

Resenhas 25 out 2014

Leitura Escrita: “‘Rani e o Sino da Divisão’ é uma leitura alegre e divertida”

1Publicado por Leitura Escrita

Há uma citação atribuída a Tolstói que diz: “se quer ser universal, comece por pintar a sua aldeia”. O autor Jim Anotsu, já antigo conhecido deste blog, resolveu levar essa máxima a sério: saem as grandes cidades imaginárias, entra o sossego de uma cidade do interior cheia de histórias, lendas e causos que só os locais conhecem – cenário perfeito para ser bombardeado com a mistura de sempre de fantasia e cultura pop.

Rani é uma garota de 15 anos absolutamente comum, não fosse pela ligeira fobia social, que precisa lidar com dramas adolescentes comuns tais quais a prova de matemática de semana que vem, a seletiva das olimpíadas escolares ou quando sairá o novo disco do Nightwish (sua banda preferida junto com sua melhor amiga, Marina, com quem também divide um duo de heavy metal). Um belo dia, ao ir para escola, depara-se com um garoto esquisito, Pietro – e esse encontro desembocará na bombástica revelação de que ela é uma das últimas xamãs vivas, uma espécie em extinção graças à ação do nosso vilão malvado, que quer destruir o mundo, e só ela poderá detê-lo antes que consiga seus objetivos, precisando para isso do tal Sino da Divisão do título.

Junto com Pietro, conhece os Animais de Festa – uma facção de criaturas sobrenaturais adolescentes que gostaria apenas de curtir e ficar de boa, não fosse sua própria existência como grupo posta em risco pelos recentes acontecimentos.
Interessante é que num primeiro momento a premissa até lembra um pouco a do livro anterior do autor, A Morte É Legal: um boy meets girl e uma corrida maluca em busca de objetos que serão a chave para a destruição de um mal maior. Mas há algumas diferenças gritantes: a primeira, de clima, já que antes tínhamos um disco do Radiohead e aqui temos um do Panic!At The Disco; e se lá estavam as agruras das perdas e dos amores impossíveis, aqui estão os dias coloridos e iluminados da vida cheia de amigos.

Pois é isso: mais do que sobre Rani, esse é um romance sobre os Animais de Festa: sobre encontrar-se com um grupo de pessoas que entende você e seu jeitinho excêntrico e isso tornar sua vida muito mais interessante para ser vivida. É sobre a adolescência, reunir-se na pracinha (tá, isso é coisa de gente de cidade pequena) e conviver com os outros tipos estranhos que dividem o mesmo universo geracional com você. É sobre o senso de propósito de fazer parte de um grupo – e muito mais do que salvar a humanidade, salvar a casa mágica que se molda de acordo com o humor do dia talvez seja um objetivo primordial igualmente válido. Rani é a adolescente que fui algum dia, talvez exceto pelos poderes astrais.

E se antes o autor já teve a oportunidade de homenagear o rap, aqui temos o heavy metal. Nada como o trabalho de um fã para outro fã: podem até estar presentes estereótipos, mas o estilo é homenageado, não ridicularizado como eventualmente acontece por aí. Fora que as brincadeiras com os nomes dos capítulos, para bom entendedor, são impagáveis (e sair cantando as músicas de abertura de cada capítulo também).

Outro ponto positivíssimo é o dinamismo do livro: listas de bandas, notas explicativas que saltam do texto, até mesmo um engraçadíssimo capítulo em forma de tragédia grega, que dão interlúdios divertidos à trama principal e servem para manter o clima de altíssimo astral sempre presente. É uma leitura alegre, divertida, como uma tarde de domingo entre pessoas queridas.

Enfim, uma ótima leitura na companhia de personagens muito queridos e lugares muito especiais – da Graúna interiorana para o universo, passando por mansões infernais de decoração peculiar e dimensões paralelas com dinossauros e amazonas (o que, vamos combinar, é a definição visual de heavy metal).
***
Até a próxima!

Resenhas 24 out 2014

O Diário do Leitor: “Ao ler ‘A Escola do Bem e do Mal” tive sensações parecidas de quando li Harry Potter”

1Pamela Moreno Santiago, no O Diário do Leitor

Sophie é a verdadeira princesa que encontramos na maior parte dos contos de fada: loira, cabelos cacheados, vestidos rosa e bufantes. Seu sonho era que uma lenda se tornasse realidade.

De tempos em tempos, dois adolescentes eram raptados para viver seu próprio conto de fada. Foi assim com Branca de Neve, Cinderela, João e Maria. Coincidentemente todos pareciam ter saído do mesmo vilarejo, que, com o passar dos tempos, sofria pequenas modificações.

E assim, Sophie esperou e esperou até o dia em que o diretor da Escola do Bem e do Mal chegaria lá. Agatha, sua melhor amiga e o oposto (principalmente pelo fato de morar no cemitério com a mãe), tentava a todo custo mostrar à amiga que aquilo não existia, que era melhor ela permanecer ao lado de sua família.

E não é que o belo dia chegou e as duas foram parar na bendita terra da Escola? Só que no meio do caminho, uma “confusão” aconteceu e as meninas foram “trocadas”. Sophie foi parar na Escola do Mal e Agatha na Escola do Bem. Era notória a diferença que cada uma causava em seu respectivo local de estudo. Onde já se viu, uma loira linda aprendendo como se Enfeiar? E uma gótica no meio de tantos príncipes e princesas? Algo certamente estava errado. Mas como concertar?

Aos poucos, Sophie nos mostra o porque ter ido parar na Escola do Mal, enquanto Agatha se dá maravilhosamente bem na Escola do Bem. Até que chega A Prova dos Contos. A briga fica feia entre as duas amigas e é quando descobrimos quem é o(a) Nêmesis da outra. Ah, Nêmesis é o oposto de cada indivíduo. Tipo alma gêmea (só que não).

E eu nem falei ainda no príncipe que deixa Agatha enojada e Sophie apaixonada.

E o final me deixou assim:

1Pra quem sabe, eu não sou de ler sinopses e a maioria me deixa fula da vida porque fala mais do que devia. E só depois que terminei que fui atrás e percebi que este livro é o primeiro de uma trilogia. Sim, eu sei que sou louca de ir atrás de livros que nem sei do que se tratam, mas quase sempre tenho ótimas surpresas, e com este não foi diferente. É claro que o autor Soman Chainani não soube aproveitar melhor as quase 400 páginas de A ESCOLA DO BEM E DO MAL, pois tem muitos momentos repetitivos ao longo da narrativa, mas espero que nos próximos dois isso não se repita com tanta frequência. O ponto alto do livro é a escola mesmo. Tive sensações parecidas de quando li Harry Potter. Um lugar onde aprendemos coisas como Sobrevivendo a contos de fadas? Só no mundo da imaginação mesmo? Pude notar alguns elementos que me remeteram à série mencionada, mas nada de mais, como alguns elementos mágicos.

1A editora caprichou na edição do livro. O papel não é dos melhores (sim, eu sou fresca com esse negócio, já era pra vocês terem se acostumado u.u ), mas a diagramação interna é magnífica. A capa manteve o padrão da original, só foram retirados alguns elementos totalmente sem noção (vejam aqui do lado o bagaço que eram essas meninas). Revisão impecável (aprendam editoras!) e letra e espaçamento ótimos para leitura.

O livro tem seus pontos baixos, mas para mim foram insignificantes. Portanto, nota máxima pra ele!

E você? É capaz de escrever seu próprio conto de fadas?

Resenhas 24 out 2014

Leitoras ocultas: “‘Marcados’ é um dos melhores distópicos que já li”

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Yara Lima, no Leitoras ocultas

Essa é segunda resenha do dia *-* Bom, esse livro quem me enviou foi a editora parceira do blog, a Gutenberg, e é o seguindo livro que eles enviam para mim (clique aqui para ver a resenha do outro livro;) Eu adoro essa parceria e tudo que eu tenho para dizer é que o pessoal me trata muito bem e sempre estão preocupados em saber se estamos satisfeitos. Então, muito obrigada, Gutenberg ♥

1Marcados é um livro escrito pela escritora norte-americana Caragh M. O’Brien, e que foi publicado no Brasil pela editora Gutenberg; O livro é um distópico (vocês sabem que eu amo distópicos *w* ), é uma trilogia e a história gira em torno de Gaia Stone; Gaia Stone trabalha ao lado da mãe como parteira, ambas são uma das melhores da região, e o livro já começa com Gaia fazendo seu primeiro parto sozinha. Gaia, a mãe e o pai vivem fora da muralha, a região mais pobre desse mundo pós-apocalítico, enquanto os ricos vivem do lado de dentro, chamado de Enclave.

Então, um dia quando Gaia retorna para casa depois de um dia de serviço, ela perceba que o pai e a mãe sumiram, e em sua casa está o Sargento Grey, que quer interrogá-la sobre algumas coisas em relação aos pais. Gaia vai se vendo cada vez mais confusa, até que descobre que sua mãe fazia uma prática ilegal e o pequeno objeto que poderia a entregar de seu crime, estava bem ali com Gaia. Gaia então começa por si só a missão de salvar os pais e consegue entrar na muralha com um plano e um pouco de ajuda; Aos poucos ela vai se tornando mais familiar ao sargento Grey, a quem ela descobre chamar Leon e descobre ali uma pequena paixão que tem tudo para crescer.

O livro me encantou a primeiro momento por se tratar de um distópico e a personagem Gaia é tão forte quanto Tris, de Divergente, e Katniss, de THG; Eu pensei que a escrita iria me decepcionar por ser escrito em terceira pessoa, mas de forma alguma isso aconteceu – A todo momento o narrador descrevia o que Gaia sentia e era um “terceira pessoa” voltado mais para os sentimentos de Gaia, de uma forma que parecia muito ser narrado em primeira pessoa. Além disso, o livro é repleto de frases de efeito e momentos emocionantes, em que você como leitor se vê preso e incapaz de interromper a leitura. É de fato um livro que te instiga a todo momento e te faz pensar em várias questões da sua própria vida, em relação a escolhas e do que realmente importa.

Voltando a falar sobre Gaia em si, ela me encantou; Ela entrou na minha lista pessoal de personagens favoritas e a personalidade dela me lembrou muito a personalidade da personagem do meu livro, o que me fez ficar ainda mais encantada por ela. Além disso, Gaia rompe um pouco daquela ideia de que as personagens devem ser lindas e perfeitas (que já veio sendo rompida com Tris e Veronica Roth); Gaia possui uma grande cicatriz de queimadura no rosto, o que faz com que muitos a considerem uma aberração e até ela própria (porém a existência dessa cicatriz é um marco muito forte no livro que te faz ler e ler só para descobrir o que representa); Outro ponto diferente nesse livro, foi o uso de códigos e você aprende algumas formas de códigos legais, o que deixa as coisas mais emocionantes e enigmáticas.

A descrição dos cenários são outra coisa perfeita no livro; Foi um meio termo muito bem trabalhado, onde a descrição acontece nem superficial demais e nem profunda demais que acabaria tornando a narração cansativa – A descrição é simplesmente o suficiente para te fazer sentir dentro daquele cenário e é capaz de te fazer sentir o cheiro e a textura das coisas descritas. Existe uma cena em uma padaria, em que eu consegui sentir até o gosto do pão e sensações assim são muito difíceis de você sentir como leitor ou de fazer o leitor sentir, como escritor.

O final do livro, por fim, deixou um pouco a desejar; Não desejar de acontecimentos ou algo do livro em sim, mas a desejar porque ele simplesmente acaba sem um final, como se tivesse mais um capítulo a ser lido e isso foi muito ruim. Eu fiquei extremamente curiosa para saber a continuação e já estou louca para ler e ter o seguindo livro. É de fato um dos melhores distópicos que eu já li, e se você é fã desse gênero como eu, vale a pena ler e adquirir esse livro.

Resenhas 24 out 2014

Livros por um beijo: “‘O misterioso Lar Cavendish’ é um conto fascinante de verdades inquestionáveis”

1Milla Almeida, no Livros por um beijo

Victória Wright é uma garota muito dedicada aos seus estudos e muito exigente consigo mesma, tira apenas notas A, obedece inquestionável aos mais velhos e gosta de manter suas coisas muito bem arrumadas e discretas até os seus cabelos são de um perfeito e comportado cachos dourados perfeitos. Aos 12 anos, Victória só tem um amigo, Lawrence, este que diferente dos demais não se preocupa muito com sua aparência e dedica-se unicamente a prática em seu piano. Victória tem como objetivo mudar Lawrence e torna-lo tão perfeito quanto ela e por este motivo, a amizade dos dois se inicia.

Ambos moram numa pequena cidade chamada Belleville, assustadoramente pacata e motivadora – até as placas que dão nomes as ruas são de palavras encorajadoras como FELICIDADE; VITORIA; OBEDIÊNCIA, etc – e seus populares são distintamente honestos, belos e corretos donos de sorrisos exuberantes e muito brancos. Em meio a todo esse cenário estranhamente perfeito existe algo que não se encaixa: O Lar da Srª Cavendish para Meninos e Meninas.

Victória nunca viu uma criança sequer neste sinistro local, nunca viu nada além de um velho senhor de sorriso estranho próximo ao portão, o que ela ainda não sabe é que vai conhecer este lugar de uma forma que ela não gostaria.

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Coisas estranhas começam a acontecer pela cidade e parece que só Victória percebeu o que inclui o desaparecimento de Lawrence e outras crianças. Movida pela curiosidade e dever para com seu amigo, ela irá entrar num mistério de realidades ténues onde o inimaginável saboreia-se da sanidade de todos. Victória irá descobrir a espinha repugnante na perfeita face de Belleville.

O espirito infantil da história não diminui o terror apavorante do cenário criado pela autora. Habitar em Belleville por apenas algumas horas foi uma das melhores experiências que já tive. Uma cativante história de amizade, uma sociedade de princípios insolúveis e completamente manipulada, um orfanato intocado pelo tempo e uma figura fraternal e maligna.

O Lar Cavendish é um cenário vivo e insolúvel, palco dos mais assustadoras metamorfose homana, de altos “padrões” e segredos inconcebíveis. Fiquei completamente fascinada com o poder da autora de tocar em nossas memórias infantis nos permitindo viver cada momento dentro dos personagens e realmente nos assombrar.

A leitura me fez lembrar muito a conhecida história de Coraline já que monta personagens semelhantes, um ambiente fraternal assustadoramente adorável e assim como tal, mostra a deficiência nas relações familiares e sociais. As poucas ilustrações são de dar arrepios e nos força a imaginar mais detalhadamente a cada parágrafo.

Um conto fascinante de verdades inquestionáveis. O que é perfeito? O quanto estamos dispostos a moldar nos outros a nossa perfeição?

Li e recomendo.

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