• Escondidos no Livro: “‘A extraordinária garota chamada Estrela’ é daqueles livros que mudam sua vida”

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  • Surtos Literários: “‘Como eu realmente…’ é divertido, inteligente e ousado”

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  • NG: “‘Marcados’ é um livro para quem gosta de histórias distópicas”

    NG: “‘Marcados’ é um livro para quem gosta de histórias distópicas”

Resenhas 19 set 2014

S2 Ler: “‘Marcados’ é uma distopia singular”

1Mari V., no S2 Ler

Quando MARCADOS foi lançado, não tive o mínimo interesse em ler. Não porque não tivesse achado a sinopse interessante, mas porque já tenho tantas séries distópicas começadas que não queria iniciar mais uma. Decidida a não ler, continuei com minhas leituras e parei de me preocupar com o livro. Eis que um belo dia resolvi ver a nota e opiniões sobre MARCADOS no Skoob. Pronto, fui obrigada a mudar de ideia. De repente, estava doida para conferir esse livro e ver a razão das excelentes notas.

Já nos primeiros capítulos compreendi a razão. MARCADOS é uma distopia singular. Obviamente, traz as diferenças sociais entre grupos, mostra os privilegiados e os “renegados”, fator comum em vários livros do gênero. Mas a diferença está na forma como essa sociedade privilegiada se forma. Seus bebês vêm do lado de fora de seus muros, do povo marginalizado, pois uma doença acomete aqueles que nascem dentro da muralha.

Achei bastante interessante a autora mostrar que mesmo com todo conforto e privilégio que cerca o povo que está em uma situação social elevada, os problemas não deixam de existir. Mas a situação agrava pelo modo como esse povo resolveu agir para resolver seus problemas, gerando aí a tensão que ronda o enredo.

A protagonista dessa história é Gaia, uma destemida garota, que aos 16 anos já é parteira e tem o dever de entregar uma cota de recém-nascidos que viverão com todos os privilégios dentro dos muros. Um dia os pais de Gaia são levados como prisioneiros e acusados de traição, então a garota resolve ir ao encontro deles e descobrir a verdade oculta que separa seu povo daqueles que vivem no interior da muralha.

É a partir daí que a história fica eletrizante! A forma de narrar de O’BRIEN é contagiante, o que dá um ritmo avassalador da história, sendo impossível largar o livro e sempre nos deixando ávidos por mais e mais.

Como é de praxe, um romance se inicia em meio ao caos, mas ele é retratado de forma adorável e com bastante pé no chão. Nada de mimimi. Exatamente por isso gosto dos casos amorosos retratados nas distopias. Como os adolescentes são bastante maduros, devido ao “terror” e angústia que vivem, eles não têm tempo para ficar com frescuras, o que torna as passagens românticas bastante objetivas.

Não vou dizer que li MARCADOS sem ficar chocada com a vertente que CARAGH tomou. Esse negócio de dar os bebês foi bastante forte, e muitas vezes deixou meu coração pequenininho. Achei bastante interessante esse sentimento que aflorou, pois, na imensa maioria das vezes, gosto de ler distopias para saber sobre o caos que se instaurou na terra e como os poucos sobreviventes fazem para conseguir viver em um novo ambiente. Poucos foram os livros do gênero que despertaram algum tipo de sentimento em mim que não fosse angústia, e MARCADOS conseguiu fazer com que eu sentisse a dor daqueles que tiveram seus filhos entregues. Achei que a autora foi bastante corajosa em explorar a história dessa forma.

Corajosa ela também foi ao explorar a figura de Gaia, que apesar de ser a jovem determinada e inteligente comum a muitas distopias, foge dos padrões de beleza dessas garotas, pois ela tem uma marca, uma cicatriz em sua face, o que faz com que muitos, inclusive ela mesma, pensem em feiúra quando a. Essa cicatriz é responsável por uma revelação bastante forte, que me deixou chocada, mas não surpresa. Aliás, na capa do livro temos os dizeres “um código determinará o futuro. Uma cicatriz revelará o passado”, e a todo momento fiquei ansiando por mais passagens sobre o código, que está em posse de Gaia por causa de sua mãe, e sobre a cicatriz, que está em seu rosto e que acredito que no próximo volume trará muito mais esclarecimentos.

Achei MARCADOS um livro incrível! Com certeza é impossível não amar essa leitura. É o tipo de livro que dispensa os dizeres de recomendo, as notas altas já são o suficiente para instigar para a leitura. Excelente!

Resenhas 19 set 2014

Bibliophiliarium: “‘A Escola do Bem e do Mal’ é o livro mais fofo que li neste ano”

1Tici Faria, no Bibliophiliarium

A Escola do Bem e do Mal No original “The school for good and evil, escrito pelo estaduni- dense Soman Chainani, com 352 páginas e publicado no Brasil pela Gutenberg. “Amigos de verdade podem consertar as coisas, por pior que pareçam.”

Sophie quer ser uma princesa. Ela acredita piamente na lenda que ronda o povoado de Gavaldon, na qual, a cada quatro anos, na décima primeira noite do décimo primeiro mês, duas crianças são raptadas pelo Diretor da Escola e levadas para uma instituição onde uma aprende o Bem e a outra aprende o Mal, para no fim se graduarem em contos de fadas e nunca mais serem vistas a não ser nos livros infatis. A aparência de princesa Sophie já tem, mas para provar que também é uma pessoa boa, ela resolve fazer amizade com a menina que todos consideram uma bruxa.

Agatha é a garota feia e esquisita que mora no cemitério com sua mãe e seu gato enrugado. Ela não tinha amigos até Sophie aparecer e não acreditava na lenda até ver sua amiga sendo raptada por uma sombra sinistra. Determinada a evitar que Sophie seja levada, Agatha tenta impedir o sequestro, mas acaba sendo levada junto e, após uma série de desventuras durante o percurso, e por uma grande ironia do destino, Sophia é jogada na Escola do Mal e Agatha na do Bem. Agora elas precisam enfrentar uma perigosa jornada para descobrir quem realmente são e evitar que a amizade delas seja prejudicada pelas suas diferenças.

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“Bem, é que nos contos de fadas o diferente geralmente acaba sendo o… hum… mal.” [pág. 19]

Não sei quanto a você, mas eu sou fascinada por contos de fadas. Adoro a forma como eles sempre reinventam o clichê, e com A Escola do Bem e do Mal não foi diferente. É certo que pela sinopse já fica claro que a mensagem do livro é sobre aparências e amizade, e quanto disso a gente já não viu em outros contos fantásticos? Mas não é o uso ou não do clichê que define uma história, é a forma como ela foi contada. E, meus caros, Soman Chainani provou-se um excelente contador de histórias.

Quem me acompanha pelo twitter sabe que eu passei uns dois dias totalmente vidrada na leitura desse livro. Larguei blog, larguei faculdade, larguei a vida para acompanhar a Agatha e a Sophie nas suas peripécias divertidíssimas na Escola. A narrativa é ávida e viciante, pontuada com diálogos que destilavam ironia ou sarcasmo e que portanto tornou o riso ou os sorrisos de canto quase onipresentes durante toda a leitura. Por vezes, porém, especialmente nas cenas mais ágeis como as de ação/aventura, senti que eu não estava entendendo completamente o que se passava (não absorvia todos os detalhes; eles passavam como borrões), talvez até pela ânsia de saber logo o que aconteceria em seguida.

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Aliado à narrativa, temos os personagens e o universo criado pelo autor. A Agatha é sensacional. É a menina que se vestiu de noiva no Halloween porque casamentos são assustadores, é a menina que não sabe o quão bela pode ser. Torcer por ela é inevitável. Já Sophie é mais complexa, o que ela é e o que ela deseja ser sempre em confronto. Torcer por ela já não é tão fácil assim, mas não é impossível. Os personagens secundários também são cativantes, especialmente o trio de “amigas” bruxas de Sophie na Escola do Mal. E tem o Tedros, o galante filho do Rei Arthur…, porque, né, conto de fadas que se preze tem que ter uma pitada de romance.

Quanto ao universo das Escolas, tudo foi bem pensado criativamente, não só de uma forma arquitetural, como também pela mitologia por trás. Tanto a Escola do Bem quanto a do Mal têm passagens e salões com nomes ou objetos que remetem aos contos de fadas já conhecidos. A Escola como um todo tem aquele toque de Hogwarts, com florestas, fossos e pontes. A mitologia não fica muito atrás. Tem profecias, tem o mistério do Diretor da Escola e tem também todo um quê mais sombrio em relação à graduação em contos de fadas.

“Vilões não aprendem com pedidos de desculpas. Vilões aprendem com dor.” [pág. 150]

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“Os alunos da Escola do Bem e do Mal achavam que magia significava feitiços. Agatha, porém, tinha descoberto algo mais poderoso em um sorriso.” [pág. 272]

E claro que não ia faltar a moral, os ensinamentos e os valores. Como nem sempre devemos rotular tudo dicotomicamente, bem ou mal; ou como as aparências podem enganar e não definem o caráter. Tudo isso foi mostrado nas entrelinhas ou através de lindas cenas! Gente, tem uma cena…! *-* Posso contar? Não? Ok. Enfim, A Escola do Bem e do Mal, primeiro volume da trilogia, é um livro maravilhoso, divertido, inebriante e que deve agradar a todas as idades, mesmo que por vezes tenha um foco mais infantil. De brinde ainda tem essa capa perfeita, e as ótimas ilustrações do miolo ajudam a construir mentalmente os cenários e personagens!

E só para terminar, uma ressalva. Eu achei que o final ficou corrido, que algumas coisas não foram muito bem explicadas, como por exemplo o mistério do Diretor da Escola, e que outras se amontoaram sem ter uma brecha para que tudo fosse devidamente assimilado. Isso não tira de jeito nenhum o mérito da história e nem vai fazer com que você se arrependa da leitura. Ao contrário, continuo achando A Escola do Bem e do Mal o livro mais fofo que eu li esse ano até agora, e eu recomendo muito muito muito a leitura! ♥

Geral 18 set 2014

Refúgio das Palavras: “‘A extraordinária garota chamada Estrela’” é um livro que todo mundo deveria ler”

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Iamin Cruz, no Refúgio das Palavras

Quando eu solicitei esse livro, eu não o conhecia, mas foi o que mais me chamou atenção na lista enviada pela editora. E preciso dizer: foi uma grata surpresa. A história é mais juvenil, mas não deixa de ser legal por ter uma narração simples, mas envolvente e nos levar a nosso tempo de adolescente, onde em cada uma de nós já houve um pouco da essência de Estrela e que todo mundo já teve pelo menos uma colega parecida com ela.

Estrela é uma menina que em meio tantas características pode ser definida como única. Ela é diferente de todas as meninas do colégio, ela se veste de forma diferente, tem sentimentos diferentes e transmite felicidade a todos, mesmo esses todos a achando super estranha.

Mesmo assim, no início as pessoas são contagiadas pelo seu modo de ser e enxergar a vida. Principalmente Leo, um garoto comum que se ver perdidamente apaixonado por ela. Mas, o tempo passa e as pessoas não enxergam mais Estrela como antes e passam a evitá-la, a partir daí a história se desenvolve de forma surpreendente. Leo precisa escolher entre seu sentimento por Estrela ou pela companhia dos colegas que sempre teve.

E Estrela precisa decidir se continua como sempre foi ou se torna uma garota comum para ser aceita pelo colégio e principalmente por Leo. Mas, ela precisa lembrar que transformar-se pelos outros é deixar de ser ela mesma e isso pode lhe trazer felicidade, mas também sofrimento.

É um livro que transmite grandes lições principalmente sobre nos aceitar e mudar pelas opiniões dos outros. Estrela nos transmite valores tão simples que muitas vezes esquecemos como simplesmente sorrir pra um desconhecido. O final do livro é lindo, chocante, fiquei com gostinho de quero mais e não vejo a hora de ler a continuação.

Será que Estrela mudará por causa da pessoas? E Leo se importará com a opinião dos outros ou com seus sentimentos? As pessoas acabarão aceitando o jeito de Estrela? E se fosse você? Você mudaria? E se fosse uma colega sua, você a aceitaria?

Agradeço a Editora Gutenberg pela oportunidade de ler um livro tão tocante e indico a todos os leitores, pra iniciantes no mundo da leitura é uma obra incentivadora, pra aqueles que já amam ler é uma obra que não pode faltar na coleção. Esse é um livro que todo mundo deveria ler na vida.

Resenhas 18 set 2014

Avec Mes Louboutin: “A leitura de ‘Exorcismos, amores e uma dose de blues’ deixou um gostinho de quero mais”

1Patrícia Silva Néto, no Avec Mes Louboutin

Confesso que fui atraída pelo título do livro quando a editora disponibilizou os lançamentos do mês para que eu escolhesse, simples assim. Até mostrei o exemplar de divulgação que eu recebi no meu primeiro book haul, no mês passado. Gostei da sinopse, gostei da capa…MAS É LITERATURA NACIONAL, NÉ MIGOS? Sim, eu sou um perfeito exemplo de pessoa traumatizada pós ensino médio. Desculpa, sociedade. Depois do vestibular se alguém falasse em literatura nacional comigo a resposta era:

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Só que já faz algum tempinho 6 anos que eu saí do colégio, então tava mais do que na hora de vencer esse preconceito bobo. Tá, eu enrolei um pouquinho pra ler mas FOI. Agora chega de falar da minha vida que ninguém quer saber e vamos ao livro, rs.
No começo da história eu fiquei meio perdida e com aquela sensação de ~penetra em festa de casamento~, sabe como é? Mas logo a confusão passou e, assim que eu me adaptei com a história, tudo começou a fluir muito bem. Mas tem um jeitinho muito simples de evitar isso, meus caros: no final do livro existe o Arquivo de Hórus, uma espécie de minidicionário, que explica todos os paranauês que você precisa saber sobre o universo de EADB e que se eu tivesse descoberto antes teria me facilitado horrores. Casualmente deixo essa dica no ar.
Eric faz diversas referências bacanas no livro e, se você também for um leitor perspicaz, poderá observar que alguns personagens e momentos da trama são inspirados nas histórias do Lewis Caroll. Mas o que me chamou mais atenção foi a incorporação da ideia do hidroanel metropolitano em Libertà (a versão de São Paulo em EADB) – que aparece, com suas devidas modificações, como o Parque Delijaicov na história. Aleatório comentar isso né, eu sei.
No geral eu gostei bastante do livro e admito que fui surpreendida. Os personagens são bem estruturados e com personalidades fortes, o texto é fluido e muito bem escrito (e pelo que eu vi na Bienal, a diagramação final também ficou legal!). Tudo o que um leitor poderia pedir e um pouco mais. Temas como relacionamentos, sexualidade e drogas também são abordados de uma forma muito natural e nos fazem ter uma reflexão interessante.
Como o blues é uma parte bem marcante de EADB, eu logo pensei em montar aquela playlist marota no Spotify com as músicas que aparecem na história. Mas o Eric foi mais rápido e sagaz (#chatiated) e fez esse trabalho por mim, bleh. Oh, pode dar o play e ser feliz – tá sensacional.

A leitura deixou um gostinho de quero mais e eu mal posso esperar para ler as futuras obras do autor no universo de Libertà na verdade eu queria também um epílogo em EADB mas ok. E espero que eu tenha despertado o interesse de vocês pelo livro! Quais livros nacionais vocês recomendariam pra mim? Me contem ali embaixo! Na minha lista de leitura eu já tenho a série “O Legado Folclórico” do Felipe Castilho e a trilogia “Anômalos” da Bárbara Morais. Bisous et à bientôt!

Resenhas 18 set 2014

Nerdices de uma garota: “‘Minha metade silenciosa’ é um livro sensacional”

1Andressa Oliveira, no Nerdices de uma garota

Stark McClellan tem 14 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias. Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem. Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas. Com um texto emocionante, personagens tocantes e situações realistas, não há como não se identificar e se envolver com este poético livro.

E não há amor na minha casa, somente regras.

Pela sinopse fui ler esperando ser mais um livro sobre bullying mas me enganei, Minha Metade Silenciosa é diferente e vai além disso.

Stark McClellan mais conhecido como Palito é um garoto de 14 anos que já perdeu a inocência da juventude, ele e o irmão passam por diversos problemas num lar abusivo, sem amor, regras excessivas e punições torturantes. Palito não sabe porque seus pais os tratam assim e não sabe o que é ser amado e não sentir medo o tempo todo. Seu irmão Bosten sempre o protege, seja de garotos que mexem com ele ou de seus pais. Além de seu irmão, Stark se refugia em sua amiga de infância Emily, os dois vivem juntos e é com ela que ele começa descobrir algumas coisas, relacionadas a sentimentos e comportamento.

Essa é a vida que os dois levam, até que algo acontece e Bosten foge de casa. Com medo e perdido sem o irmão, Palito segue o impulso de ir atrás dele. Sem saber onde procurar e com receio do que encontrará quando finalmente o achar, Palito parte numa viagem perigosa encontrando pelo caminho pessoas que podem o ajudar mas também o destruir.

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Minha Metade Silenciosa traz as dificuldades da transição da infância para adolescência, além de possuir um enredo áspero que nos incomoda com a veracidade dos fatos mas que também possui um ar singelo, nos mostrando a coragem e determinação de um jovem com esperanças de uma vida melhor.

Com uma narrativa coloquial, leve mas que traz a sensação de poesia, o livro deixa várias mensagens e reflexões durante a jornada desses dois irmãos. Andrew Smith surpreende em um livro devastador que possui uma história de superação.

Aos poucos nos envolvemos com os personagens e sem perceber ficamos aflitos e não conseguimos parar de ler antes de saber o desfecho. Final esse tão real quanto o resto do livro, Andrew não nos leva ao ‘felizes para sempre’ mas mostra como apesar de todas as dificuldades e rasteiras que a vida nos dá podemos superar e seguir em frente. As marcas desse passado continuarão mas cabe a nós decidirmos como isso afetará nosso futuro.

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O autor se preocupou também na diagramação dos diálogos, para podermos ter uma noção de como o protagonista escuta já que possui apenas uma orelha. A sonoridade que passa no começo é estranha mas logo nos acostumamos.

E não são apenas com os protagonistas que nos apegamos, outros personagens também possuem destaque e nos envolve em suas vidas, como a Emily – uma menina doce e ingênua, Buck – agitado e durão que se esconde atrás de uma máscara, Tia Dhalia – uma senhorinha simpática que possui um enorme coração.

Enfim, Minha Metade Silenciosa é um livro sensacional, daqueles que temos a obrigação de ler. Dramático, com uma pesada carga de emoção mas com momentos de leveza e calmaria. Não consigo transmitir pela resenha o quanto o livro mexe conosco, por isso recomendo muito a leitura.

Existem coisas mais importantes no mundo com que se preocupar, como as pessoas.

Personagem favorito: Tia Dahlia

Espero que tenha conseguido passar um pouco da sensação que o livro nos transmite. Foi uma resenha difícil de escrever devido a intensidade da história.

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