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  • Surtos Literários: “‘Como eu realmente…’ é divertido, inteligente e ousado”

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  • NG: “‘Marcados’ é um livro para quem gosta de histórias distópicas”

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Resenhas 27 ago 2014

Livros por um beijo: “A primeira lição de ‘A Escola do Bem e do Mal’ é que a aparência não diz nada sobre o caráter de alguém”

1Milla Almeida, no Livros por um beijo

Sophie e Agatha são “amigas” bem diferentes uma da outra, a pura verdade é que elas não são amigas de verdade, não almenos para uma delas. Elas moram no povoado de Gavaldon que vive um incrível dilema – como já explica a sinopse – além de tudo, as pessoas da cidade, principalmente as crianças, creem que contos de fadas são tão reais quanto suas vidas e que as crianças desaparecidas da cidade ao longo dos anos são as mesmas que aparecem nas história, como vilãs ou princesas/príncipes, essas crianças são sempre levadas pelo diretor da escola do Bem e do Mal

Sophie, já está na idade em que a maioria das crianças desaparecem e aguara ansiosamente para ser levada pelo diretor da escola, tem meticulosamente tomado todas as precauções para que seja levada a escola do Bem e transformada em uma princesa o que inclui, cuidar de sua aparência, fazer amizade com bruxas e sorrir para pessoas que ela julga terriveis. Por este motivo Sophie busca por Agatha todos os dias em sua casa para lhe fazer companhia e alega ser por pura amizade. Quando o dia finalmente chega as duas “amigas” são levadas – mas, não da forma que você imagina – e algo inusitado acontece.

Logo no início da leitura distinguimos o bem do mal em cada um dos personagens e a nossa primeira lição é que a aperencia não diz nada sobre o caráter de alguém. O autor fez um ótimo trabalho ‘reinventando’ a maneira de como os contos de fadas são criados. Sophie e Agatha agora lutam por motivos diferentes, uma quer permanecer na escola da maneira que acha viável e a outra quer voltar para casa e levar consigo sua amiga.

Até a metade do livro não conseguia parar e ver o que realmente aconteceria as duas garotas e que novas revelações descobriríamos sobre a Escola e o que há por trás dos contos de fadas, no entanto, a leitura começou a ficar um tanto batida e quase abandonei. Em pouco tempo a história voltou ao ‘up’ necessário e volta a mexer com a nossa curiosidade nos fazendo ir até o fim para ser surpreendidos – foi o mesmo que me dar um soco no estomago, quase não acreditei.

Toda a história é narrada em terceira pessoa e os diálogos são caracterizados por aspas ” ” o que me irrita bastante. Não estou acostumada a ler histórias narradas dessa maneira mas, como estamos a conhecer o ‘conto de fadas’ dessas duas amigas não poderia ser diferente e a característica da narrativa tinha que ser a das mais tradicionais.

Devo acrescentar que esperava um pouco mais da Torre do Mal, além do que foi prescrito na história e me fez pensar nas coisas que nos classificam como maus ou bons, será que são só as nossas ações, ou as intenções – mesmo que não revelada? Estou ansiosa aguardando o próximo livro para ver o que realmente aconteceu com nossas garotas, se é que a história irá continuar com elas, contos de fadas podem ser mais que simples histórias.

Resenhas 27 ago 2014

Mutações Faiscantes da Porto: “‘Como eu realmente..’ é apaixonante!”

Caroline Porto, no Mutações Faiscantes da Porto

Fazia um tempo que eu era fã das tirinhas do “Como Eu Realmente..” da Fernanda Nia. A primeira vez que vi os quadrinhos foi na fan page dela no facebook e desde então, tenho acompanhado a maioria das publicações. Até que um belo dia passeando pelo site da Fernanda, eu vi que ela tinha publicado o seu primeiro livro e não pensei duas vezes para adquiri-lo quando abri um e-mail enviado pelo nosso parceiro Grupo Editorial Autêntica (pelo Pava Blogs) que disponibilizou esta e mais diversas outras obras para nós, blogueiras. O intuito desta parceria nada mais é do que escrever uma resenha, dizendo o que achou do livro.. e vamos combinar? Existe maneira mais legal de ganhar livros? Acho que só ganhando do namorado né? rs.

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Obs: As fotos estão meia ruinzinhas (celular é dureza..), mas mesmo assim são minhas. Se for copiar, dê os devidos créditos.

Para você que é toda fofa, romântica, gosta de bichinhos e comidinhas.. o livro do “Como Eu Realmente..” é apaixonante! A obra tem uma linguagem muito simples, fácil de ser compreendida e inteligente, além de mostrar várias situações do cotidiano impossíveis de não se identificar e pensar “noossa, eu realmente pensei/fiz isso”. A leitura é tão agradável que consegui ler o livro inteiro em 1h30 no máximo. Apesar da aparência um tanto quanto juvenil dos personagens, as crianças talvez não entendam o sarcasmo presente em algumas tirinhas, sendo que nem todos os quadrinhos são engraçados. Alguns retratam a vida de Niazinha e suas atrapalhadas, como qualquer outra adolescente. Outros já nos fazem pensar nas nossas próprias atitudes e opiniões, citando nossos medos, inseguranças e até preconceitos.

São diversas situações bobas e engraçadas que todos nós passamos em algum período na nossa vida. É totalmente impossível ler apenas uma tirinha. Nia cita suas ideias claramente, mas sem precisar ser mal educada para te convencer. Sabe o tal “poder da persuasão”? Ela tem esse poder! E quando você menos espera, está lá, concordando com tudo o que ela mostra por meio de simples tirinhas. A imaginação de Nia vai ainda mais longe, fazendo com que ela própria se autodenomina como louca às vezes haha.

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Com diversas tirinhas inéditas, o livro também é bem colorido, sendo as cores rosa, azul, amarela e roxa predominantes muitas vezes. Os capítulos são divididos por temas, conforme o assunto de cada tirinha. Sua diagramação e designer também são ótimos, com um tipo de papel mais duro e que não amassa tão facilmente como costuma ser na maioria dos livros. Agora, o detalhe que eu definitivamente mais gostei foi o “balãozinho de bate-papo pós-tirinha” que dava um toque todo especial à cada tirinha e mostrava um lado mais pessoal da autora, dando ainda mais sentido à história.

O mais legal é saber que a carioca Fernanda Nia não é apenas a autora do “Como Eu Realmente..”. Ela também é publicitária, trabalhando como freelancer nas áreas de Comunicação, Designer e Ilustração. E menina.. a moça tem muito talento! Duvida? Então dá só uma olhada no portfólio dela aqui.

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Resumindo: O livro “Como Eu Realmente..” faz você viajar por situações bem conhecidas do nosso dia-a-dia de uma maneira simples e bem humorada. Vale a pena adquirir, pois é uma leitura muito leve e que você pode ler na praia, na casa da vó, com as amigas e rir sozinha. Uma obra divertida para pessoas que são de bem com a vida! E para quem quiser conhecer mais sobre o livro e o trabalho da Fernanda Nia, acessem:
http://www.comoeurealmente.com/.

Espero que vocês tenham gostado pessoal e me digam.. já tinham ouvido falar nesse livro? Conheciam as tirinhas da Niazinha? Na próxima prometo escolher um livro mais voltado para o suspense, terror ou porque não até mais engraçado, afinal, eu adoro estes tipos de livros também. Um super beijo ;*

Na mídia 27 ago 2014

Diário da Manhã: Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Babi Dewet e Bruna Vieira juntas no mesmo livro

Natânia Carvalho, no Diário da Manhã

Não é segredo para ninguém que o Brasil começou a produzir e comprar seus próprios Best-sellers (ou Mais Vendidos para enfatizar como as coisas tem se tornado brazucas para os amantes da ficção).

Temos vivido um período em que as autoras movimentam a literatura juvenil nacional. Os nomes Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Babi Dewet e Bruna Vieira são conhecidos (com licença, obrigada) por milhares de adolescentes e jovens adultos brasileiros.

Elas, que já mostraram seu trabalho na Bienal do Livro de São Paulo, liberaram uma notícia ontem, (24), que juntou quatro fandoms fortes: um livro de contos feito por todas. Intitulado Um ano inesquecível, o volume de contos vai apresentar as quatro estações do ano na perspectiva de cada autora.

Thalita Rebouças ficou responsável por escrever um conto de verão, a carioca Babi pegou o outono, os escritos de Paula Pimeta vão ser ambientados no inverno e Bruna Vieira, que além de escritora é blogueira, e acabou de estampar a capa da Capricho, ficou com a primavera.

“O lançamento será no primeiro semestre de 2015, mas vocês já podem ir se preparando porque faremos um tour pelas principais capitais do Brasil pra lançar e divulgar o novo livro.”, explicou Bruna em seu blog.

Um ano inesquecível é um volume da Editora Gutenberg, do Grupo Autêntica.

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Da esquerda para direita: Babi Dewet, Thalita Rebouças, Bruna Vieira e Paula Pimenta. Foto: Reprodução/ Blog Depois dos Quinze

Resenhas 27 ago 2014

Meu Mundinho Fictício: “‘A extraordinária garota chamada Estrela’ é um livro com uma mensagem bem profunda”

1Bruna Souza, no Meu Mundinho Fictício

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje tem resenha, e é de um livro super lindo, com uma mensagem bem profunda em apenas 192 páginas: A extraordinária garota chamada Estrela.

Estrela, a nova uma aluna da escola de Leo, é super diferente de tudo que os alunos já viram. Além do nome atípico, ela se veste de forma estranha, tem um rato de estimação, está sempre ajudando todo mundo, canta parabéns para os aniversariantes no refeitório, e tem uma alegria fora do normal.

A chegada da jovem ao colégio causa um rebuliço danado. Em um primeiro momento, vem a estranheza. Então ficam encantados com seu jeito autêntico, começam a imitá-la e a convidam para ser líder de torcida. E por fim, quando algumas atitudes de Estrela vão contra os desejos do grupo, vem a rejeição, representada por um gelo e política de silêncio absurda.

O livro é narrado por Leo, que na primeira metade da história é apenas um observador, e vai contando o que acontece na escola e com Estrela. Então ele percebe que ela está interessada nele, e os dois se envolvem. Só aí temos Estrela, que é a protagonista e estrela maior de todo o livro, como uma personagem realmente atuante, com diálogos para os leitores. Até esse momento, nós apenas a víamos pelos olhos de Leo. Porém, a rejeição que Estrela sofre na escola acaba por atingir Leo, e esse se vê na difícil posição de escolher o que é mais importante: Estrela ou os outros.

“você dá mais valor ao afeto de quem? Ao dela ou ao dos demais? O Señor diz que tudo acontecerá a partir daí.”
págs. 111-12

Estrela é uma jovem encantadora e autêntica, e retrata bem a imagem do altruísmo. Então, não é de estranhar que tenha sido vítima de práticas de bullying tão pesada. Eu realmente me comovi com as situações vividas pela protagonista. Já Leo é um adolescente tímido, que tem boas intenções, porém ainda é muito imaturo. Algumas atitudes dele me irritaram muito, mas eu compreendo, pois ele é jovem e tem medo da reprovação social e de ser ignorado por seus colegas.

Algumas questões importantes são colocadas, como “Vale a pena abrir mão de que se é de verdade, para ser aceito pelos outros?”, “Quanto a opinião alheia é importante para sua vida?”, e “quanto a opinião e oposição social pode prejudicar suas decisões e sua vida?”.

Para mim, que tive algumas aulas com professores incríveis de sociologia, foi impossível ler esse livro sem fazer associação com a matéria, em especial as questões relacionadas a ‘coerção social’ e ‘poder dos grupos’, mas fiquem tranquilos que não vou entrar nesse debate acadêmico aqui, rs. Mas acho que foi por isso que achei a narração do livro incrível! A narração em primeira pessoa feita por Leo reflete dois tipos de opinião, a dele, enquanto indivíduo (e um indivíduo apaixonado pela Estrela, diga-se de passagem), e a opinião do grupo, pois muitas vezes, as coisas que ele dizia e pensava nada mais eram que um reflexo do que os demais também estavam pensando, e nesses momentos, ele geralmente utilizava construções utilizando o plural representando o “nós” e não “eu”. E o mesmo vale para suas atitudes.

Nós queríamos defini-la, etiquetá-la como fazíamos uns com os outros, mas não conseguíamos ir além de “esquisita”, “estranha” e “patética”. O jeito dela nos tirava dos eixos.
Pág. 19

Ela era uma luz flexível: brilhava em cada esquina do meu dia.
Ela me ensinou a me divertir. Ensinou-me a refletir. Ensinou-me a rir.
Pág. 114

A extraordinária garota chamada Estrela é um livro realmente especial, e passa uma mensagem bem profunda. Está muito bem escrito e a leitura flui sem percebermos. A diagramação da Gutemberg é simples, porém muito bem feita, com papel amarelado e fonte agradável. Sem falar na capa, que é super fofa.

Recomendo demais a leitura. Esse é um livro ideal para todas as idades.

Beijos

Nossos livros 27 ago 2014

Ligação Teen: “’Rani e o Sino da Divisão’ reúne humor, fantasia e muito rock and roll”

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Publicado por Ligação Teen

O que um demônio de pijama, um vampiro de roupas fluorescentes e um lobisomem cientista têm em comum? Todos fazem parte dos Animais de Festa, um grupo formado por seres sobrenaturais fracassados. E é desse seleto grupo que Rani, a protagonista do livro “Rani e o Sino da Divisão” fará parte. O livro, assinado pela pena ágil e bem humorada do autor Jim Anotsu foi lançado durante a Bienal Internacional do Livro, pela Editora Gutenberg.

Quem não conhece bem Rani pode até achar que ela é uma adolescente comum, que mora em uma cidade do interior, acorda cedo para frequentar o ensino médio, e toca em uma banda de punk death metal com sua melhor amiga, Marina

Só que sua vida começa a se distanciar totalmente da normalidade quando, um dia, ao ir para a escola, ela resolve cortar caminho pelo cemitério, onde vê um garoto estranhamente bonito, vestido com roupas coloridas e tênis fluorescente, que a olha de uma maneira intrigante. Mais tarde, para sua surpresa, ela descobre que Pietro é aluno novo em sua classe. Dias depois, ele revela a Rani que faz parte de uma turma de excluídos, chamados Animais de Festa, uma facção de jovens (e nem tão jovens) seres sobrenaturais. E mais: que ela deve se juntar a eles, já que é uma xamã adormecida que precisa de treinamento imediato, pois está sob a mira de Aiba, um xamã poderoso que se alimenta da força vital de seus semelhantes.

Cética mas curiosa, de repente ela se vê mergulhada em uma aventura com seus novos e estranhos amigos para encontrar o Sino da Divisão, o único artefato mágico capaz de derrotar o destrutivo e cruel Aiba.

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